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Sapato de Salto Agulha


            Este salto da foto, para quem não sabe, responde pelo nome de salto agulha.
            Só de olhar eu já imagino o raio x de quem faz uso dele com frequência.
            Elegância, bumbum empinado, silhueta alongada são os argumentos das usuárias que eu já atendi , e que nem imaginavam que o salto agulha era na verdade o passaporte para uma viagem sem escalas para a fisioterapia e também para a descida de salto.
           Mas vamos aos fatos, quando usamos este tipo de salto com bico fino:
- há uma redução da participação do calcanhar na sustentação do corpo
- consequentemente há um desequilíbrio, o que altera a mecânica da marcha
- perdemos o amortecimento ao impacto da pisada
- o peso do corpo incide sobre os dedos , o que sobrecarrega as articulações metatarso falangeanas
- há também um encurtamento da musculatura da panturrilha e consequentemente do tendão de Aquiles
           Dores no joelho, na coluna, calos, tendinites , sem falar no aumento do risco de quedas e entorses diminuem o glamour destes sapatos.
           Se você ainda acha impossível deixá-los, o ideal é fazer um rodízio de sapatos durante a semana com outros tipos de salto, de preferência com bico e saltos quadrados ou plataforma que oferecem mais estabilidade, mas o ideal mesmo é fazer o rodízio com sapatos mais baixos ( uns 3cm de salto...), os conhecidos Anabela ou até mesmo o tênis, pois absorvem melhor o impacto e distribuem a pressão do corpo sobre a planta do pé.
         Não esqueça a importância dos exercícios. Alongue a musculatura da panturrilha, parte posterior da coxa, região lombar e sola dos pés.
         Se for andar como a nossa modelo da foto evite paralelepípedos por razões óbvias...
         E lembre-se que a elegância de uma mulher não mora nos seus sapatos.


Referências  Bibliográficas :
-Junior A.S.A. Freitas T.M.Biomecânica da marcha e da postura com calçado de salto alto. Revista Fisioterapia Brasil . 2004;5 (3) 183-187.

-Iunes , DH et al. A influência do arco plantar na postura e no conforto dos calçados ocupacionais. Fisioter Brasil 2003; 4 (3): 157-62.

     

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