Pular para o conteúdo principal

Cai...Não cai!


Existem muitas pegadinhas no nosso dia a dia. Leia-se por pegadinhas todas aquelas facilidades que criamos, seja por hábito, pressa , teimosia ou preguiça, para fazer nosso corpo correr riscos desnecessários.

Um desses riscos é a queda e a pegadinha da vez é o banquinho, ou cadeira da cozinha , que algumas criaturas inadvertidas, usam de escada para pegar :
 fraturas, lesões, dores nas costas, traumas e acidentes nos armários mais altos.
 A tentação de subir no banquinho - rapidinho! (é o que sempre dizem) , deve ser algo fora do comum, porque mesmo diante da argumentação sobre quedas e suas  consequências catastróficas, os alpinistas de cozinha acham um absurdo, um exagero para uma coisa tão simples.

Mas não é. Queda não é só um evento, está na Classificação Internacional de Doenças. Algo para se prevenir sempre que  possível , e, se aprender com o erro alheio vale como experiência , a dupla banquinho + queda foi protagonista de muitos tratamentos que eu atendi e que poderiam ser evitados com um pouco de bom senso.

Gostaria de lembrar que basta aquela tremida no tal banquinho, aquela sensação de "vou cair daqui", para trazer à tona crises de dor que já estavam adormecidas.

O que fazer nessa situação? Não substitua gato por lebre, banquinhos e cadeiras são para sentar, para subir acima da nossa cabeça devemos usar escada, mas nunca sozinhos. Se você é daquelas pessoas que dizem sempre não ter ninguém que ajude e insiste em ser um lobo solitário, deve existir um bom samaritano perto de você , é melhor pedir ajuda para pegar um objeto que está no alto do que ficar gritando por socorro estatelado no chão.

Acho que você não vai mais "cair" nessa pegadinha, né? 



Referências:
- Relatório Global da O.M.S. sobre Prevenção de Quedas na Velhice. Divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde se São Paulo. 2010.
- Pesquisa sobre Queda. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Biblioteca Virtual em Saúde.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Durma Bem com o seu Travesseiro

Escolher o travesseiro parece uma coisa simples, mas quando a pessoa está com dor ou percebe que algo não está “encaixando” durante a noite, um olhar acusador se volta para ele: o travesseiro . Como vamos falar especificamente sobre travesseiros vale lembrar que o ideal é dormir de lado. Ao escolher um travesseiro o critério é manter o alinhamento entre o pescoço e o tronco. - O travesseiro deve ocupar o espaço entre a nuca e o início das costas, esta altura tem uma variação de 10 a 15 cm em média, e essa altura é particular e deve ser respeitada para que a região cervical não fique desalinhada. (A minha, por exemplo, tem 12 cm, verifique a sua.) Também é importante por um travesseiro entre os joelhos, evitando a rotação da coluna (o joelho deve ficar alinhado com o quadril), simples assim. - Caso você costume dormir de barriga para cima, o travesseiro deve ocupar o vão entre a nuca e o colchão, sem comprimir a coluna cervical ou deixar a cabeça caída. Igualmen...

Sapato de Salto Agulha

            Este salto da foto, para quem não sabe, responde pelo nome de salto agulha.             Só de olhar eu já imagino o raio x de quem faz uso dele com frequência.             Elegância, bumbum empinado, silhueta alongada são os argumentos das usuárias que eu já atendi , e que nem imaginavam que o salto agulha era na verdade o passaporte para uma viagem sem escalas para a fisioterapia e também para a descida de salto.            Mas vamos aos fatos, quando usamos este tipo de salto com bico fino: - há uma redução da participação do calcanhar na sustentação do corpo - consequentemente há um desequilíbrio, o que altera a mecânica da marcha - perdemos o amortecimento ao impacto da pisada - o peso do corpo incide sobre os dedos , o que sobrecarrega as articulações metatarso falangeanas - há também um encurtamento da musculatura da panturrilha e consequen...

Bolsa de Água Quente ou Gelo?

           Esta é a pergunta campeã de audiência numa sala de Fisioterapia, por isso está aqui.                      Particularmente não uso nenhum dos dois durante os meus atendimentos, porque o tratamento fisioterápico trabalha com recursos diferenciados, e a bolsa de água quente e/ou o gelo o paciente pode e deve fazer em casa.           Eu uso!           Agora , para você saber identificar quando usar um ou outro , e não fazer parte do famoso grupo dos palpiteiros de plantão é o seguinte:          Regra básica para o seu raciocínio                          - gelo logo após o trauma ( fase aguda), nas primeiras 24 a 48 horas                          - calor depois dessa fase   ...